Waack: O impacto dos EUA controlarem a maior reserva de petróleo do mundo

Os Estados Unidos enfrentam um cenário complexo e incerto após declarações sobre assumir o controle da Venezuela e, consequentemente, da maior reserva de petróleo do mundo. A análise é do âncora da CNN William Waack, que questiona como será conduzida essa transição de poder no país sul-americano.
Waack compara a atual situação com outras intervenções americanas improvisadas que geraram confusão diplomática. O âncora lembra da experiência americana no Iraque em 2003, e destaca que a Venezuela é um país geograficamente grande e com uma estrutura política complexa.
“Se já era complicado imaginar acabar com a ditadura Maduro, imagine a complicação política do que vem depois“, pondera, ressaltando que “absolutamente ninguém sabe neste momento” como será conduzido esse processo.
O fator petróleo na estratégia americana
Um ponto crucial destacado na análise é que o interesse americano vai além do simples acesso ao petróleo venezuelano. “Os Estados Unidos são hoje os principais produtores de petróleo do mundo. Eles não têm falta de petróleo”, explica Waack.
Segundo ele, “o problema deles não é ter mais petróleo. O problema deles é negar acesso ao petróleo” a outros países.
Waack considera que há um objetivo estratégico-militar por trás da ênfase dada ao petróleo nas declarações oficiais. A questão não seria apenas econômica, mas principalmente geopolítica, visando controlar recursos estratégicos e impedir que rivais, principalmente a China, tenham acesso às maiores reservas petrolíferas do planeta.


