Bahrein prende mais pessoas por postarem vídeos de ataques iranianos

As autoridades do Bahrein prenderam mais quatro pessoas por publicarem vídeos relacionados aos ataques do Irã, incluindo conteúdo que “expressa simpatia” por eles, informou o Ministério do Interior do país nesta quarta-feira (4).
“O Ministério explicou que a publicação desse conteúdo contribui para a manipulação da opinião pública e para a disseminação do medo entre cidadãos e residentes, o que pode prejudicar a segurança e a ordem pública”, destacou.
As prisões representam a mais recente repressão à publicação de conteúdo que o Bahrein considera “favorável” à agressão iraniana, um ato que o país descreveu como “uma traição à nação”.
O Bahrein é governado por um governo muçulmano sunita, mas tem uma população majoritariamente xiita que frequentemente expressa apoio ao Irã, um país de maioria xiita.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.
O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo (1º), a mídia estatal iraniana anunciou que o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.
Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.
Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”.



