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PRIO obtém licença de operação para campo de Wahoo e conclui última etapa regulatória

A PRIO (PRIO3) comunicou que o Ibama concedeu nesta terça-feira (3) a Licença de Operação (LO) do Campo de Wahoo, removendo a última etapa regulatória e permitindo o início iminente da produção, atualmente em fase final de comissionamento. Às 12h46, as ações da petrolífera subiam 0,40%, a R$ 57,51.

A entrada em operação do campo na Bacia de Campos, prevista anteriormente para ocorrer entre março e abril, poderia levar a companhia a uma produção de cerca de 200 mil barris por dia (bpd) em 2026, contra 100 mil bpd no ano anterior.

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Com a emissão da LO, a petroleira conclui a última etapa regulatória para o início da produção do campo, que se encontra em etapa final de comissionamento .

Além da entrada em operação de Wahoo, a Prio anunciou em novembro do ano passado a conclusão da compra da fatia remanescente de 60% do campo de Peregrino, na Bacia de Campos, negócio que ajudará no aumento previsto na produção.

O Goldman Sachs classificou o anúncio como positivo do ponto de vista estratégico. Analistas lembram que uma das principais razões para os sucessivos adiamentos do primeiro óleo de Wahoo foi o atraso na emissão das licenças ambientais necessárias para o desenvolvimento do tieback.

“A concessão da última licença ambiental pendente reduz ainda mais o risco do projeto e aumenta nossa confiança de que o primeiro óleo de Wahoo ocorrerá já no próximo mês, inicialmente com produção de 30 mil barris por dia, avançando para 40 mil barris por dia em maio, quando os quatro poços produtores estiverem em operação”, afirmou o Goldman Sachs.

O banco reiterou recomendação de compra para a PRIO, com preço-alvo de R$ 58,45, pois a ação segue sendo negociada a uma avaliação pouco exigente, com yield de fluxo de caixa livre estimado em 20% para 2026, considerando preço médio do petróleo de US$ 70 por barril, além de forte crescimento orgânico da produção e espaço para dividendos e recompras relevantes.

Para a Ativa Investimentos, o evento representa um marco relevante na tese de crescimento da petroleira, reforçando sua estratégia de captura de valor via redesenvolvimento de ativos, eficiência operacional e disciplina financeira.

“A entrada de Wahoo deve ampliar volumes, diluir custos e fortalecer margens, tornando o comunicado positivo e de baixo risco residual, com impacto direto no ramp-up de produção no curto prazo”, acrescentou a corretora.

A Ativa Investimentos manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 62.

(Com Reuters)

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