Caso Henry Borel: quem são os envolvidos na morte do menino

O julgamento dos acusados pela morte de Henry Borel, ocorrida em 8 de março de 2021, está marcado para iniciar na próxima segunda-feira (23), no Rio de Janeiro. O processo apura as circunstâncias do óbito da criança de 4 anos, que deu entrada em um hospital da Barra da Tijuca sem vida e com 23 lesões pelo corpo.
Os principais envolvidos no caso ocupam posições distintas na ação penal, entre réus e assistente de acusação.
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1 de 5Henry Borel em comemoração ao seu aniversário de 4 anos, em maio de 2020 • Foto: Arquivo Pessoal
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2 de 5Henry Borel, de 4 anos, morreu em 8 de março • Reprodução
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3 de 5Leniel Borel no documentário “Caso Henry Borel, A Marca da Maldade” • Divulgação
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4 de 5imagem de Henry Borel em ação em uma homenagem ao Dia das Crianças • Divulgação/Leniel Borel
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5 de 5À esquerda Dr. Jairinho, à direita Monique Medeiros com o filho Henry Borel • Arte/CNN
Dr. Jairinho: o padrasto e principal acusado
Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, era vereador e namorado de Monique Medeiros na época do crime. Ele é acusado de ser o autor das agressões físicas que causaram a morte de Henry.
Segundo as investigações da Polícia Civil, o menino era submetido a uma rotina de torturas praticadas pelo então padrasto.
Durante o processo, Jairinho teve o mandato de vereador cassado por quebra de decoro parlamentar e o registro de médico cancelado definitivamente pelo Cremerj.
Atualmente, ele permanece preso preventivamente no Complexo de Gericinó.
Sua defesa sustenta a tese de que a morte foi acidental e nega qualquer agressão à criança.
Monique Medeiros: a mãe e ré por omissão
Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe de Henry, responde pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura por omissão, coação no curso do processo e fraude processual.
O Ministério Público afirma que ela tinha conhecimento das agressões sofridas pelo filho, tendo sido alertada pela babá semanas antes, mas teria se omitido e aceitado a situação.
Monique também é acusada de falsidade ideológica por prestar declarações falsas no hospital para mascarar os ferimentos do filho.
A defesa de Monique alega que ela vivia um relacionamento abusivo com Jairinho e que estava dormindo no momento em que a criança passou mal.
Após diversos recursos e períodos em liberdade, ela teve a prisão preventiva mantida por unanimidade pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em 2025.
Leniel Borel: o pai e assistente de acusação
Leniel Borel de Almeida, pai de Henry, atua no processo como assistente de acusação. Engenheiro de formação, ele foi eleito vereador no Rio de Janeiro em 2024, sendo o oitavo candidato mais votado da capital.
Desde a morte do filho, Leniel lidera movimentos por justiça e foi um dos principais articuladores para a criação da Lei Henry Borel, que tornou o homicídio contra menores de 14 anos um crime hediondo no Brasil.
Em declaração à CNN Brasil, ele disse que busca a condenação máxima para o casal, alegando que as provas, incluindo mensagens recuperadas de celulares, são sólidas para comprovar a autoria e a omissão.
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1 de 5Leniel Borel, pai de Henry Borel • Foto: Arquivo Pessoal
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2 de 5Leniel Borel no documentário “Caso Henry Borel, A Marca da Maldade” • Divulgação
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3 de 5Leniel Borel (PP-RJ), pai de Henry Borel • Reprodução CNN
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4 de 5Leniel Borel, pai do menino Henry Borel • Pedro Duran/CNN
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5 de 5Leniel Borel, pai do menino Henry (09.abr.2021) • Foto: Reprodução/CNN
O papel do júri popular
O destino dos réus será decidido por um conselho de sentença formado por sete cidadãos sorteados.
Eles deverão avaliar a materialidade do crime e os indícios de autoria apresentados pelo Ministério Público e pelas defesas.
Caso sejam condenados por homicídio qualificado, as penas podem ultrapassar os 30 anos de reclusão.
*Com informações de Thiago Felix da CNN Brasil


