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O maior pesadelo da ficção científica acaba de acontecer: novo robô ‘imortal’ que está assustando a ciência

O maior pesadelo da ficção científica acaba de acontecer: novo robô 'imortal' que está assustando a ciência

Já imaginou um robô que nunca morre? Pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, desenvolveram um novo tipo de máquina modular que continua funcionando mesmo depois de ser danificada ou dividida em partes. O projeto, apresentado recentemente pelos cientistas, descreve um sistema formado por pequenos módulos robóticos autônomos que podem operar sozinhos ou se conectar para formar estruturas maiores. Cada unidade possui seu próprio motor, bateria e computador, o que permite que o sistema continue ativo mesmo quando partes dele falham. Como consequência, foi criado um robô que “nunca morre”, pois consegue continuar se movendo mesmo quando é danificado.

Robô é feito de peças que se encaixam e que continuam funcionando mesmo separados

Um robô “imortal” lembra até a história de Wall-E, o pequeno robô da animação da Disney que continuou funcionando por cerca de 700 anos em um planeta devastado. A diferença é que, desta vez, a ideia não está apenas na ficção. O robô desenvolvido por pesquisadores da Universidade Northwestern existe no mundo real, e seu funcionamento desafia a forma como estamos acostumados a imaginar máquinas.

A ideia por trás do projeto parece simples, mas é bastante inteligente e complexa. Em vez de criar um único robô com todas as partes interdependentes, os cientistas desenvolveram módulos independentes, chamados de metamáquinas com pernas. Cada peça estrutural funciona como um pequeno robô completo. Ela possui duas pernas de aproximadamente meio metro de comprimento conectadas por uma articulação que permite o movimento. Esses blocos podem ser combinados de inúmeras formas, quase como peças de Lego robóticas, formando máquinas maiores e mais complexas.

O detalhe que torna o sistema tão incomum é que cada módulo funciona sozinho, de forma independente. Isso significa que, se uma estrutura maior se quebrar ou perder partes, os fragmentos restantes continuam operando normalmente. Um módulo pode até seguir seu próprio caminho e, mais tarde, voltar a se integrar a outro conjunto maior de peças. Esse tipo de arquitetura torna as máquinas muito mais resistentes do que os robôs tradicionais

Inteligência artificial criou um robô que não se parece com nada conhecido

Outro  curiosidade interessante do projeto é que o design das máquinas não foi definido diretamente pelos engenheiros. Os pesquisadores utilizaram inteligência artificial para projetar as estruturas, permitindo que o sistema encontrasse formas de locomoção que não seguissem os padrões tradicionais inspirados em animais ou humanos.

O projeto resultou em um robô com movimentos incomuns, com peças que parecem quase independentes entre si. Em testes, as estruturas começaram a se mover logo após serem colocadas no chão, sem necessidade de calibração complexa.

Segundo o líder da pesquisa, Sam Kriegman, essa característica pode ser útil em ambientes difíceis ou imprevisíveis. Como cada módulo possui seus próprios sistemas de energia e controle, a máquina pode continuar operando mesmo após danos que seriam fatais para robôs convencionais.

Isso significa que essas máquinas podem se recuperar de falhas graves, reorganizar suas estruturas e continuar se movendo, e é essa capacidade de adaptação extrema que está assustando. Em um contexto em que as guerras atuais têm incorporado cada vez mais drones, sistemas autônomos e inteligência artificial no campo de batalha, robôs capazes de continuar operando mesmo depois de sofrer danos podem se tornar armas perigosas contra nações. Tecnologias com esse nível de resiliência preocupam devido às possíveis aplicações militares no futuro, já que a capacidade de permanecer funcional mesmo após impactos ou falhas é uma características muito vantajosa em um contexto de guerra.


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O maior pesadelo da ficção científica acaba de acontecer: novo robô ‘imortal’ que está assustando a ciência

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Xataka Brasil

por
Laura Vieira

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