EUA x Irã: veja o que marcou o 11º dia de guerra do Oriente Médio

No 11º dia do conflito no Oriente Médio, as conversas sobre um possível cessar-fogo se intensificaram. Ao mesmo tempo, Teerã, capital do Irã, registrou a pior noite de bombardeios aéreos desde o início da guerra.
Teerã também manteve ataques contra Israel, com o lançamento de mísseis, segundo as forças armadas israelenses. Além disso, o Irã atingiu outros países do Golfo, entre eles Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Arábia Saudita e Kuwait.
Nos Emirados Árabes Unidos, um ataque de drone provocou um incêndio que levou à paralisação de uma das maiores refinarias do mundo como medida de precaução.
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O conflito também expôs divergências entre aliados. Os Estados Unidos pediram a Israel que suspenda ataques contra infraestrutura energética iraniana. A solicitação ocorreu após bombardeios israelenses atingirem depósitos de combustível, deixando partes de Teerã sem energia e cobertas por uma nuvem de fumaça tóxica durante o fim de semana. O governo iraniano levou o caso à ONU, acusando Israel de crime ambiental.
Disputa sobre o Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz continua como um dos pontos centrais da guerra. Nesta terça, houve uma disputa de narrativas sobre a passagem de um petroleiro na região. Tudo começou com uma publicação nas redes sociais do secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, que disse que os EUA haviam escoltado um navio pela passagem.
A informação foi negada pela Guarda Revolucionária do Irã e, posteriormente
desmentida pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. Wright acabou apagando a publicação. Segundo Leavitt, a Marinha americana não escoltou nenhum navio-tanque até o momento, embora a possibilidade permaneça aberta.
“Sei que a publicação foi removida rapidamente e posso confirmar que a Marinha dos EUA não escoltou nenhum navio-tanque ou embarcação até o momento, embora, é claro, essa seja uma opção que o presidente disse que utilizará, se e quando necessário e no momento apropriado”, disse a porta-voz.
O presidente Donald Trump também comentou a situação do estreito e exigiu que o Irã remova eventuais minas colocadas na região. Trump afirmou que, caso isso não ocorra, Teerã enfrentará consequências militares “em um nível nunca visto antes”. O presidente ainda ameaçou atacar o país com “vinte vezes mais força” caso o fluxo de petróleo na região seja interrompido.
Números da guerra
- Ao menos 1.245 civis foram mortos no Irã, incluindo 194 crianças, segundo o grupo Ativistas de Direitos Humanos no Irã;
- 486 pessoas morreram no Líbano, sendo 84 crianças, informam agências da ONU;
- 1.313 libaneses, dos quais 259 crianças, ficaram feridos, Segundo a OMS;
- Mais de 100 mil pessoas estão deslocadas no Líbano, diz a ONU;
- US$ 5,6 bilhões foi o custo estimado para os EUA dos dois primeiros dias de Guerra;
- 140 militares americanos foram feridos desde o início da guerra, informou o Pentágono.
Declarações de autoridades americanas
Além de falar sobre o Estreito de Ormuz, Trump deu outras declarações relevantes nesta terça (10). Em entrevista à Fox News, o presidente voltou a afirmar que o conflito avançou significativamente, mas disse que pode negociar com o Irã, dependendo das condições.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, por sua vez, declarou que esta terça seria o dia mais intenso de ataques da ofensiva americana contra o Irã.
O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, afirmou que a guerra está “quase concluída” e classificou a operação militar no Irã como limitada em escopo e missão.
A porta-voz da Casa Branca também afirmou que os norte-americanos verão os preços do petróleo e do gás ‘caírem rapidamente’ quando os objetivos de segurança nacional forem ‘totalmente alcançados’ no Irã. O petróleo fechou em queda de 11% nesta terça, após três sessões consecutivas de forte alta.
Autoridades iranianas também se manifestaram
Autoridades iranianas negaram as acusações americanas de que o país estaria planejando um ataque contra os Estados Unidos.
O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, classificou a acusação como uma mentira “descarada e absoluta”. Segundo ele, a alegação serviria para justificar a operação militar conduzida por Israel com apoio americano.
A Guarda Revolucionária do Irã também reagiu às declarações dos EUA sobre o possível fim da guerra e afirmou que caberá a Teerã determinar quando o conflito terminará. O grupo acrescentou que o Irã não permitirá que “um litro de petróleo” seja exportado da região se os ataques dos Estados Unidos e de Israel continuarem.
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