Mundo

No Ano da Mulher Agricultora, operadora de máquinas viraliza nas redes

A jovem de vinte anos, Ilana Dourado, viralizou nas redes sociais após publicar um vídeo onde conduz um trator de alta potência sobre um horizonte na lavoura de algodão. Gravado na época de plantio de algodão no Maranhão, o vídeo já ultrapassa 2 milhões de visualizações.

O conteúdo repercutiu como uma representação da transformação da presença feminina na agricultura brasileira. A jovem se destacou por lidar com uma rotina que exige precisão técnica e domínio de tecnologia. Em dias de bom ritmo, chega a conduzir o plantio de até 130 hectares de algodão.

Ilana não seguiu a profissão por um sonho de infância, mas encontrou na operação de máquinas agrícolas uma carreira de alta performance. “Não foi bem o que eu sonhei, mas é o que eu soube desenvolver e pretendo continuar. Me sinto realizada”, afirma no vídeo.

A experiência da jovem reflete um ponto central para a FAO no Ano Internacional da Mulher Agricultora: o acesso à capacitação técnica como fator decisivo para reduzir desigualdades históricas e ampliar oportunidades para mulheres no campo.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) instituiu 2026 como o ano da Mulher Agricultora. Além de dar visibilidade para casos como o da Ilana, a iniciativa visa acelerar a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres nos sistemas agroalimentares.

Apesar de histórias inspiradoras como a da jovem, o desafio da agricultura global é escalar essa inclusão. A FAO aponta que, mesmo desempenhando papel central na produção de alimentos, as mulheres ainda enfrentam desigualdades no acesso a recursos, tecnologia, crédito e formação técnica.

O Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026 surge como um chamado para ampliar políticas públicas, investimentos e programas de capacitação regionalizados.

Ilana é uma das jovens que teve a oportunidade de participar do curso de operadoras de máquinas oferecido pelo programa Semear, projeto voltado à formação de mulheres operadoras de máquinas.

O Semear é uma iniciativa da SLC Agrícola em parceria com a Associação Maranhense de Produtores de Algodão (AMAPA), que promove a qualificação de mulheres para fortalecer a equidade de gênero no agronegócio. Voltado à formação técnica e inserção profissional no campo, o programa combina teoria e prática em operação de máquinas agrícolas.

Por outro lado, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) tem intensificado ações para ampliar a participação feminina na cotonicultura nacional. O país é o maior exportador mundial da pluma, e o Maranhão, onde llana atua na Fazenda Potência, no município de Balsas (MA), consolidou-se como um novo polo de tecnologia e produtividade na cotonicultura.

A mudança cultural no ambiente de trabalho também impacta diretamente o bem-estar das mulheres no campo, como revela Ilana, que destaca o respeito e a educação dos colegas como parte da rotina. Segundo ela, “Os meninos são bem-educados, quando eu não sei de alguma coisa eles procuram ajudar e todos me respeitam. A gente se sente à vontade”.

Mostrar mais

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo