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Dólar hoje sobe a R$ 5,16 por conflito no Irã, mas fecha longe das máximas

A imagem mostra uma nota de um dólar; crédito: banco de imagens livres.

O dólar fechou a segunda-feira em alta ante o real, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante as demais divisas no exterior, em meio à busca por ativos seguros após EUA e Israel lançarem ataques contra o Irã no fim de semana.

Apesar da pressão, a divisa norte-americana terminou o dia longe do pico do pregão, com exportadores e parte dos investidores aproveitando as cotações mais elevadas para vender moeda.

Leia mais: Dólar Hoje: Confira a cotação e fechamento diário do dólar comercial

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista encerrou a sessão com alta de 0,60%, aos R$5,1651. Em 2026, o dólar à vista acumula agora queda de 5,90%.

Às 17h03, o dólar futuro para abril – o mais líquido no mercado brasileiro – subia 0,68% na B3, aos R$5,2050.

Dólar comercial

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O que aconteceu com dólar hoje?

Os preços do petróleo são o foco inicial dos mercados e subiram cerca de 9% no início do pregão de segunda-feira devido à interrupção do comércio marítimo. Os investidores estão acompanhando de perto os desdobramentos em torno da navegação no Estreito de Ormuz, que foi interrompida por ataques retaliatórios iranianos.

Analistas do Barclays ouvidos pela CNBC estimam que o dólar poderia se fortalecer em 0,5% a 1% para cada aumento de 10% no preço do petróleo, argumentando que a escalada no Irã se soma aos recentes ventos favoráveis ​​do dólar, impulsionados pelos preços mais altos da energia e pela aversão ao risco.

Para analistas, uma alta acentuada e prolongada nos preços do petróleo prejudicaria gravemente as economias do Japão e da zona do euro, que dependem fortemente das importações de petróleo bruto, enquanto os EUA estariam relativamente protegidos, por serem exportadores líquidos de petróleo bruto há quase uma década.

No sábado, Estados Unidos e Israel lançaram uma ampla ofensiva aérea contra o Irã, que resultou na morte importantes líderes do país, incluindo o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Autoridades iranianas prometeram uma retaliação enérgica, aumentando os temores de que o conflito possa se espalhar por toda a região.

Segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, a campanha de bombardeios contra o Irã continuará, possivelmente por semanas, enquanto o chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, disse que não negociará com os Estados Unidos, respondendo a relatos de que teria feito contato com autoridades internacionais por meio de mediadores.

Em Brasília, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, presta esclarecimentos à Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta segunda para detalhar a situação patrimonial do banco após o rombo deixado pela série de transações malsucedidas e sob suspeita com o Banco Master.

No boletim Focus divulgado mais cedo pelo Banco Central, a mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar no fim de 2026 passou de R$5,45 para R$5,42. As projeções, no entanto, foram incorporadas ao sistema do Focus até a sexta-feira — antes do acirramento do conflito no Oriente Médio.

Já a expectativa no Focus para a taxa básica Selic no fim do ano foi de 12,13% para 12% e no encerramento de 2027 seguiu em 10,50%. Atualmente a Selic está em 15% ao ano.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos — cuja taxa hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% — vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses.

(Com Reuters)

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