Primeira fase do plano para desarmar Hezbollah foi concluída, diz Líbano

O Líbano anunciou nesta quinta-feira (8) que concluiu a primeira fase de seu plano para desarmar o Hezbollah e outros grupos no sul do país.
De toda forma, Israel afirmou que o progresso está “longe de ser suficiente”, em meio a novas preocupações de que o conflito na região possa se intensificar novamente.
O Exército libanês declarou que agora controla operacionalmente o território libanês ao sul do rio Litani, com exceção de cinco posições militares israelenses dentro do Líbano.
Os militares não chegaram a declarar o desarmamento completo do Hezbollah e de outros grupos, reconhecendo que “o trabalho no setor ainda está em andamento”, mas sinalizaram prontidão para avançar para as próximas fases do plano do governo, “Escudo Nacional”.
“O Exército libanês confirma que seu plano de confinamento de armas atingiu um estágio avançado após alcançar os objetivos da primeira fase de maneira eficaz e tangível no terreno”, destacou o comunicado.
O Exército reafirmou seu compromisso em implementar a iniciativa do governo de “assumir a responsabilidade exclusiva, juntamente com outras agências de segurança, pela manutenção da segurança e da estabilidade no Líbano, particularmente ao sul do rio Litani”.
O rio marca uma linha estabelecida pela ONU no sul do Líbano além da qual o Hezbollah está proibido de operar devido a uma resolução do Conselho de Segurança.
Israel saúda anúncio, mas diz que não é suficiente
O governo israelense saudou o anúncio como um “começo encorajador”, mas afirmou que os esforços do Líbano não foram suficientes.
“O acordo de cessar-fogo intermediado pelos Estados Unidos entre Israel e o Líbano afirma claramente que o Hezbollah deve ser totalmente desarmado”, pontua um comunicado do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
A nota cita o que descreveu como evidências dos “esforços do Hezbollah para se rearmar e reconstruir sua infraestrutura terrorista com o apoio iraniano”. A CNN não conseguiu verificar as alegações.
O comunicado do Exército libanês, que evitou mencionar o Hezbollah explicitamente, acrescentou que as operações para lidar com munições não detonadas e túneis continuarão, juntamente com medidas “para impedir que grupos armados reconstruam suas capacidades”.
O texto atribuiu os “ataques israelenses contínuos no Líbano, a ocupação de locais libaneses e as repetidas violações do acordo de cessar-fogo de novembro de 2024 como fatores que afetam negativamente os esforços para estender a autoridade do Estado e confinar armas às forças legítimas”.

