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Desenho mostra Nicolás Maduro em audiência em Nova York

Desenho divulgado a partir do tribunal federal de Nova York retrata o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, durante a audiência realizada nesta segunda-feira (5), quando ele se declarou inocente das acusações que enfrenta nos Estados Unidos.

O comparecimento marcou mais uma etapa de um processo de grande repercussão internacional, no qual Maduro e sua esposa, Cilia Flores, respondem por crimes relacionados ao narcotráfico. O juiz responsável pelo caso também definiu os próximos passos do processo, incluindo a data de uma nova audiência.

A sessão ocorreu sob a condução do juiz distrital Alvin K. Hellerstein, de 92 anos, magistrado experiente que supervisiona o caso há mais de uma década. Indicado e confirmado para o cargo em 1998, durante o governo do então presidente Bill Clinton, Hellerstein é o responsável por conduzir o processo criminal movido pelo governo federal americano contra Maduro, que se arrasta há cerca de 15 anos.

Durante a audiência, Maduro negou formalmente todas as acusações apresentadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. “Sou inocente. Não sou culpado de nada que é mencionado aqui”, afirmou o ditador venezuelano diante do tribunal. Em outro momento, acrescentou: “Sou um homem decente”. Cilia Flores, que acompanhou a sessão, também ouviu a leitura das acusações e se declarou inocente.

O caso ganhou novos contornos no sábado (3), quando o Departamento de Justiça americano divulgou uma nova acusação contra Maduro.

De acordo com o órgão, o ditador e seus aliados teriam transformado instituições da Venezuela em um sistema marcado pela corrupção, alimentado pelo narcotráfico e voltado para benefício próprio. A denúncia integra o conjunto de processos que acusam a cúpula do governo venezuelano de envolvimento direto com o tráfico internacional de drogas.

Além das declarações de inocência, a audiência também tratou de questões processuais. O juiz Hellerstein concedeu um pedido apresentado pela defesa de Maduro e de Cilia Flores para que o casal possa receber visitas de um representante do Consulado da Venezuela, enquanto permanece à disposição da Justiça americana.

Ao final da sessão, o magistrado determinou que Nicolás Maduro volte a comparecer ao tribunal em uma nova audiência marcada para o dia 17 de março.

[Com informações da Reuters; produção de Roselle Chen e Soren Larson]

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