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O MacBook Neo torna evidente algo que já se sabia: o iPhone é tão potente quanto um computador

O MacBook Neo torna evidente algo que já se sabia: o iPhone é tão potente quanto um computador

O MacBook Neo está surpreendendo analistas e compradores por seu bom desempenho. E a pergunta deveria ser: por quê? É a primeira vez que a Apple faz um movimento desse porte para baratear um de seus produtos principais: colocar o processador de um iPhone dentro de um Mac.

A ideia de que “um celular é um celular” e “um PC é um PC” é tão interiorizada que, normalmente, não reparamos no que costumamos ter no bolso. Foi necessário que a Apple colocasse o processador de um iPhone em um PC para percebermos que, justamente, o que temos no bolso é um PC.

O X (antigo Twitter) está cheio de analistas testando a fundo o MacBook Neo e ficando impressionados com o fato de ele ser capaz de fazer o que qualquer outro MacBook pode fazer. Os 8 GB de RAM são uma limitação, como eram nas primeiras gerações de Macs com chip M1.

Um Mac com o chip de um celular parece uma ideia maluca, mas, se olharmos (nem que seja superficialmente) para o A18 Pro, entendemos perfeitamente o que acontece. Por mais que a Apple coloque o A18 Pro em um celular, é um chip que supera com folga as capacidades que até mesmo um desktop ou notebook precisaria para “uso básico”.

De fato, o A18 Pro pontua acima de um M1 em Single-Core, não fica atrás no desempenho gráfico e é muito mais avançado em termos de fabricação (número de transistores, instruções, frequências). E não é algo exclusivo da Apple: um Snapdragon 8 Elite supera um M1 em multi-core e chega perto de um M2 em single-core.

Não estávamos percebendo

Há anos estamos dizendo que a potência dos celulares é completamente exagerada. Uma parte disso é necessária para que os celulares de alta gama possam gravar em 8K, processar imagens em tempo real e funcionar no ritmo que funcionam, mas 90% do tempo estamos circulando a 30 km/h em um superesportivo que ultrapassa os 300.

De fato, durante anos, os processadores A da Apple superaram os da Intel, nos tempos em que ainda não existiam os chips M. Como conta John Gruber, a CPU A9 do iPhone 6s em 2015 (já faz um tempo) já era comparável aos MacBooks de 2013. Em 2017, como relata Antonio Sabán, o iPad Pro já era mais rápido que o MacBook Pro com chip i7.

Os Macs se caracterizaram historicamente por ser uma solução perfeita de mobilidade para designers, músicos, editores de vídeo e outros criadores. Mas havia um nicho ainda maior: o das pessoas que não fazem nada disso e querem um computador para um uso “normal”. A Apple encontrou no Neo, muito possivelmente, uma fórmula que, se alcançar sucesso comercial, veremos repetida ano após ano.

Imagem | Apple

Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.


A notícia

O MacBook Neo torna evidente algo que já se sabia: o iPhone é tão potente quanto um computador

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Xataka Brasil

por
Victor Bianchin

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