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EUA x Irã: veja o que marcou o 14º dia de guerra no Oriente Médio

Manifestação pró-palestina no Irã

A guerra no Oriente Médio completa duas semanas nesta sexta-feira (13). No 14º dia de conflito, os Estados Unidos divulgaram um cartaz oferecendo recompensa de até US$ 10 milhões por informações sobre Motjaba Khamenei, filho de Ali Khamenei escolhido líder supremo do Irã, e líderes da Guarda Revolucionária do Irã.

Cidadãos iranianos foram às ruas protestar contra Israel, o sionismo e marcar posição pró-palestina. Uma explosão aconteceu próxima à manifestação, deixando uma pessoa morta.

A Guarda Revolucionária do Irã disse que novos protestos contra o governo serão reprimidos de forma ainda mais dura do que em janeiro. Na ocasião, milhares de manifestantes foram mortos pela repressão truculenta.

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O secretário afirmou ainda que a campanha militar tem como alvo direto a base industrial de defesa iraniana

Enquanto isso, o secretário-geral da ONU, António Guterres, desembarcou em Beirute nesta sexta em uma visita de solidariedade com o povo do Líbano. Durante a visita, ele pediu que o Hezbollah e Israel cheguem a um acordo de cessar-fogo.

Entretanto, não apenas os ataques continuaram, como Estados Unidos, Israel, Irã e até mesmo o Hezbollah, grupo extremista libanês anti-Israel, continuaram as ameaças, prometendo ataques ainda mais intensos.

Ataques dos dois lados

Forças armadas israelenses lançaram uma nova campanha contra o Irã e emitiram avisos de evacuação para partes de Teerã e Qazvin, cidade a noroeste da capital. A TV estatal iraniana reportou que explosões foram registradas em Teerã e a mídia do país também informou que caças foram vistos sobrevoando Teerã em altitude baixa.

Israel também anunciou que atacou uma ponte no Líbano, o que marcou a primeira vez que o país admitiu ter mirado em estrutura civil desde o começo dos conflitos.

Drones e mísseis foram interceptados em outros países da região. Nos Emirados Árabes Unidos foram 27, o Reino Unido afirmou ter derrubado “múltiplos drones”, mas não especificou onde, e a Turquia reportou ter interceptado um míssil do Irã, o terceiro desde o início da guerra. Explosões fizeram prédios tremer em Dubai e duas pessoas morreram em Omã por um ataque de drone.

Um míssil balístico do Irã atingiu Zarzir, cidade no norte de Israel, próxima a Nazaré. Segundo o serviço de resgate de emergência de Israel, 58 pessoas ficaram feridas, nenhuma em estado grave. Várias explosões foram ouvidas também em Tel Aviv, onde sirenes de alerta foram acionadas. As explosões foram ouvidas até em Jerusalém, que fica a cerca de 70 quilômetros de Tel Aviv.

Números da guerra

  • Apenas 77 navios atravessaram o Estreito de Ormuz desde o começo da guerra;
  • 773 pessoas foram mortas no Líbado, sendo mais de 100 crianças, informou o Ministério da Saúde do Líbano;
  • 1933 pessoas foram feridas no Líbano, destas, 326 crianças;
  • Os corpos de 84 iranianos foram repatriados pelo Sri Lanka após um ataque a um navio na costa do país;
  • Seis militares americanos morreram em queda de avião no Iraque.

“É uma honra matar iranianos”, disse Trump

Nesta quinta, Trump fez uma série de comentários sobre a guerra, por vezes reafimando posicionamentos anteriores, como a fala aos líderes do G7 sobre o fim do poderio militar iraniano. Ele também fez ameaças, prometendo atacar o Irã “com muita força” na próxima semana. E algumas das falas do presidente foram controversas. Ele disse, por exemplo, que “é uma honra matar iranianos”.

Ele também voltou a falar sobre Motjaba Khamenei. Motjba ainda não fez uma aparição pública desde sua escolha e seu único pronunciamento foi lido por um porta-voz, o que traz especulações sobre seu estado de saúde. Trump afirmou que acredita que ele esteja vivo, mas ferido. O secretéário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, corroborou a teoria, mas disse que Motjaba Khamenei deve estar “desfigurado”.

Trump ainda admitiu que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pode estar ajudando um pouco o Irã e que o governo americano não está focado neste momento em uma operação para tomar o urânio do Irã, embora essa possibilidade não esteja descartada no future. A justificativa dos EUA para o início dos bombardeios ao país persa foi o suposto desenvolvimento de armas nucleares.

E outra autoridade americana a se manifestar nesta sexta foi o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior dos Estados Unidos, que admitiu que o Estreito de Ormuz é um ambiente taticamente complexo. “Antes de movimentarmos qualquer coisa por lá em grande escala, precisamos garantir que faremos o trabalho de acordo com nossos objetivos militares atuais”, disse Caine em uma coletiva de imprensa.

Hezbollah não se intimida

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que o grupo está pronto para uma longa batalha e que as ameaças de Israel de assassiná-lo “não valem nada”. “Esta é uma batalha existencial, não uma batalha limitada ou simples”, disse.

Em um discurso televisionado, Qassem explicou que o objetivo do grupo é resistir: “Demos muitas oportunidades para soluções políticas, mas a agressão israelense não cessou. Nossa participação no conflito neste momento visa enfraquecer a posição de Israel para que possamos alcançar um acordo melhor. Não há solução a não ser pela resistência; caso contrário, o Líbano enfrentará a extinção.”

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