EUA x Irã: veja o que marcou o 10º dia de guerra no Oriente Médio

A guerra no Oriente Médio chegou ao décimo dia, com ataques militares ainda em andamento entre s partes envolvidas no conflito.
Em meio à escalada, a oficialização a escolha de Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, para assumir o posto de líder Supremo do Irã adicionou uma nova camada de tensão geopolítica, uma vez que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não ficou feliz com a decisão.
Nesta segunda-feira (9), Israel atacou quatro depósitos de combustíveis em Teerã, capital do Irã. As explosões interromperam temporariamente a distribuição de combustíveis e produziram uma fumaça escura e oleosa sobre a cidade. Moradores foram alertados a não sair de casa pelo risco de chuva ácida.
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O Hezbollah, milícia islâmica do Líbano, afirmou que está em confronto contra forças israelenses no leste do país. Segundo a milícia, tropas israelenses teriam chegado à região de helicóptero após atravessar a fronteira com a Síria.
Ainda sobre as ações militares israelenses, a organização Human Rights Watch acusou Israel de utilizar munições de fósforo branco. O emprego desse tipo de armamento em áreas civis é proibido pelo direito internacional e pode ser classificado como crime de guerra.
Do outro lado do conflito, o Irã lançou ataques contra o aeroporto do Kuwait e contra uma usina de dessalinização no Bahrein.
Envolvimento de outros países
A guerra também produziu efeitos além das fronteiras do Irã. Mísseis e drones atribuídos a Teerã foram identificados ou interceptados na Turquia, nos Emirados Árabes Unidos, no Catar e em rotas aéreas que cruzam a Jordânia.
Apesar da ampliação do alcance dos ataques, alguns governos têm evitado envolvimento direto. Nesta segunda-feira, Chipre e os Emirados Árabes Unidos afirmaram que não participarão de ações militares no conflito.
Outros países passaram a atuar em busca de negociação. É o caso de China, Rússia e França, que entraram em contato com Teerã para falar sobre um cessar-fogo.
Também nesta segunda-feira ocorreu a primeira conversa telefônica entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente russo, Vladimir Putin, desde o início da escalada militar. Segundo um representante do Kremlin, Putin apresentou a Trump argumentos em favor de uma solução diplomática para encerrar a guerra.
Em outra frente, o presidente francês Emmanuel Macron anunciou a formação de uma missão internacional para liberar o Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte global de petróleo que tem sido bloqueada pelo Irã. A proposta foi criticada por Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, que afirmou ser improvável garantir segurança na passagem enquanto o conflito continuar.
Números da guerra:
- Ao menos 486 pessoas morreram no Líbano vítimas dos ataques israelenses, segundo o governo do país;
- A Unicef aponta que entre os mortos no Líbano havia pelo menos 83 crianças;
- 32 ficaram feridos no Barein após um ataque iraniano;
- Dois guardas de fronteira foram mortos no Kuwait.
Trump falou sobre andamento da guerra
Além de comentar a escolha do novo líder supremo do Irã, Trump fez novas declarações sobre o andamento da guerra. O presidente afirmou que o conflito está em estágio avançado e citou danos à capacidade militar iraniana.
Em entrevista ao jornal The Times of Israel, Trump disse que o encerramento da guerra dependerá de uma decisão conjunta entre Washington e Israel. “Acho que é mútuo… um pouco. Temos conversado. Tomarei uma decisão no momento certo, mas tudo será levado em consideração”, afirmou. À CBS News, acrescentou que avalia a possibilidade de assumir o controle do Estreito de Ormuz.
Autoridades iranianas também se manifestaram
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que não há espaço para discutir um cessar-fogo enquanto os ataques militares dos Estados Unidos e de Israel prosseguirem. “A agressão militar está em curso e, por isso, nesta situação há pouco espaço para falar sobre qualquer coisa que não seja defesa e uma resposta esmagadora ao inimigo”, disse.
Já o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, publicou mensagem na rede social X afirmando que o país não pretende atingir cidadãos americanos. Segundo ele, o aumento no preço da gasolina e outros impactos econômicos nos Estados Unidos seriam consequência da guerra e da atuação de Israel e de seus aliados em Washington.
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