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Ultrapar tem resultados sólidos com Ipiranga, Hidrovias e Ultragaz e ações reagem

A Ultrapar (UGPA3) teve leve alta nesta quinta-feira (5) após divulgar resultados considerados sólidos pelo mercado, impulsionados principalmente pelo bom desempenho das divisões Ipiranga, Hidrovias do Brasil e Ultragaz. Analistas destacam que as três unidades apresentaram melhora operacional e contribuíram para o avanço da rentabilidade da companhia no período. As ações da distribuidora de combustíveis fecharam com ganhos de 0,50%, cotadas a R$ 25,99, em um dia de aversão a risco do mercado.

O JPMorgan avaliou que os resultados vieram acima das suas estimativas e do consenso do mercado. Segundo o banco, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da companhia somou R$ 1,745 bilhão no período, ficando 5,6% acima da sua projeção e 3,5% superior ao consenso.

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De acordo com o banco, as operações da Ipiranga, Hidrovias do Brasil e Ultragaz surpreenderam positivamente, impulsionadas por margens mais fortes e melhorias operacionais. Já a Ultracargo teve desempenho ligeiramente abaixo do esperado, devido a custos mais elevados.

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A Ultrapar reportou Ebitda ajustado recorrente de R$ 1,7 bilhão, 3% acima das expectativas do Itaú BBA, impulsionado por um resultado 5% superior ao esperado em Ipiranga. A geração de caixa operacional recorde foi outro destaque positivo do trimestre.

Na avaliação do Morgan Stanley, os resultados foram sólidos no 4º trimestre de 2025, com destaque para surpresa positiva na margem de combustível.

A XP Investimentos também classificou os resultados como sólidos, embora em linha com as expectativas. A geração de caixa livre foi um dos destaques positivos do 4T25 da Ultrapar. A dívida líquida permaneceu estável em R$ 10,4 bilhões e a alavancagem em 1,7x Dívida Líquida/Ebitda nos últimos doze meses (LTM), apesar do pagamento de R$ 1,27 bilhão em dividendos e da aquisição de R$ 320 milhões em investimentos (ou seja, ações da Hidrovias – HBSA3).

Segundo a XP, o fluxo de caixa livre foi auxiliado pelo capital de giro líquido de cerca de R$ 740 milhões – resultado de uma grande liberação de caixa dos fornecedores (R$ 1,2 bilhão), parcialmente compensada por estoques e contas a receber (cerca de R$ 490 milhões). Ajustando todos esses efeitos, o FCFE (Fluxo de Caixa Livre para o Acionista) recorrente no trimestre ficou em R$ 765 milhões, o que representa um retorno anualizado muito expressivo de 10,6%.

Plano de investimentos

A empresa também anunciou um plano de investimentos (capex) de R$ 2,617 bilhões para 2026, cerca de R$ 75 milhões acima do previsto para 2025, sendo que 42% do total será direcionado a projetos de expansão.

Na Ipiranga, o foco estará no fortalecimento da marca dos postos, na melhoria da logística e da operação de TRR (Transportador-Revendedor-Retalhista), além da ampliação de serviços não relacionados a combustíveis, como conveniência e cuidados automotivos. Já na Ultragaz, a prioridade será a conquista de novos clientes, principalmente no segmento a granel, além da expansão em novas energias e de infraestrutura adicional em regiões de crescimento.

Na Ultracargo, os investimentos estarão voltados à conclusão das expansões dos terminais de Suape e Itaqui. Já a Hidrovias deverá ampliar a capacidade modular no Corredor Norte.

Os cerca de 58% restantes do plano serão destinados a manutenção e eficiência operacional, incluindo iniciativas de segurança, revitalização de postos, compra de cilindros e investimentos em plataformas tecnológicas nas operações de Ipiranga, Ultragaz e Hidrovias.

Recomendação de compra

O Itaú BBA, JPMorgan e BBI mantiveram recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) e preço-alvo de, respectivamente R$ 32, R$ 27,50 e R$ 34.

Já o BTG Pactual reiterou recomendação de compra, enfatizando que a estratégia de alocação de capital e a governança da holding permanecem sólidas. Os analistas pontuaram que, embora o valuation atual não seja uma “pechincha”, a normalização do mercado de combustíveis favoreceu a Ipiranga, que registrou margens acima do esperado.

O Goldman Sachs, por sua vez, observa ainda que tanto a Ultrapar quanto a Vibra Energia (VBBR3) negociam a cerca de 12 vezes o lucro projetado (P/L) para 2026, ajustado por créditos tributários. Ainda assim, o banco mantém preferência relativa pela Vibra em sua cobertura de distribuição de combustíveis, por considerar a companhia um “pure play” em um cenário de melhora da dinâmica competitiva do setor. O Goldman Sachs mantém recomendação de compra para a Vibra e classificação neutra para a Ultrapar e preço-alvo de R$ 29,20.

Apesar da Ultrapar se beneficiar da transformação em curso no setor de distribuição de combustíveis, ganhando participação de mercado e recuperando margens à medida que as práticas irregulares de mercado diminuem, o Morgan Stanley reiterou recomendação neutra e preço-alvo de R$ 26.

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