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Rumo: mesmo com resultados fracos, mercado espera dias melhores para companhia

A Rumo (RAIL3) divulgou os resultados do quarto trimestre de 2025 na quarta-feira, após o fechamento do mercado. De maneira geral, os números estiveram abaixo das expectativas do mercado, com queda de 3% ao ano na receita líquida. Mesmo com o desempenho fraco, os analistas acreditam que a companhia enfrentará um cenário mais favorável nos próximos meses, com chances de melhora.

A XP Investimentos mantém recomendação de compra para as ações da Rumo. Segundo os analistas, os recentes ajustes de preço terminaram ao final do último trimestre, com perspectivas favoráveis para o mercado de grãos em 2026. Os resultados com volumes também têm mostrado um futuro promissor para a companhia.

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O fluxo acelerado de soja, por exemplo, já garantiu para a empresa em fevereiro um aumento de 17% (na comparação ao ano) de RTK (Revenue Ton-Kilometer, ou tonelada por quilômetro útil), a 6,9 bilhões. O resultado nos volumes também refletiu a tendência positiva em outros produtos, como celulose e fertilizantes.

Mesmo no último trimestre de 2025, a Rumo já havia demonstrado bons números em volume. Conforme o balanço, no 4T25 a empresa teve um aumento de 15% ao ano, compensados por um ambiente de preços mais fraco (-13% ano a ano, ou a/a, no Arco Norte). Até então, o crescimento do volume no segundo trimestre de 2026 já marca um avanço de 32% em relação ao ano anterior, acima do consenso do mercado de +14%.

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Para a XP, as fortes perspectivas para a exportação e soja devem manter os resultados bons no primeiro semestre de 2026. Já no segundo semestre, ainda que o cenário-base preveja demanda favorável, riscos ligados a exportação do milho e o número limitado de contratos podem oferecer riscos à companhia.

Preços de frete

De acordo com o Bradesco BBI, ao longo de 2025, a Rumo implementou ajustes relevantes em sua política de preços de frete que devem ajudar a recuperar a competitividade no setor. Com o aumento recente dos volumes, os analistas avaliam que as mudanças estão sendo efetivas. Para o banco, a recomposição gradual dessa estratégia tende a favorecer um equilíbrio mais saudável entre preços e volumes em 2026, contribuindo para sustentação de margens.

Para a XP, o nível atual de tarifas ferroviárias da Rumo é sustentável, com verificações de mercado. De acordo com os analistas, mesmo com as recentes altas, os preços do transporte ferroviário continuam competitivos frente às alternativas. Nos últimos meses, os preços aceleraram, em especial nas rotas conectadas ao Arco Norte.

O aumento na rota Sorriso-Miritituba, por exemplo, foi de 22% na comparação ao ano. Conforme os analistas, isso foi resultado das piores condições logísticas no Norte, devido a obras rodoviárias na região.

Segundo análise do Bradesco BBI, o desempenho dos custos permaneceu controlado no 4T25. Ao longo do trimestre, os custos variáveis ​​foram o item mais significativo (-2% a/a, anualmente, versus volumes +15%, enquanto os custos fixos cresceram +2% a/a), especialmente na rede norte. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 1,8 bilhão. Esse número equivaleu a aumento de 8% ao ano, com margem de 54% (+5 pontos percentuais ano a ano).

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