Bispo espera normas para atender Bolsonaro na próxima segunda-feira (26)

O bispo Robson Rodovalho informou que espera começar a atender Jair Bolsonaro na próxima segunda-feira (26). O auxílio religioso foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, atendendo a um pedido da defesa do ex-presidente. Informações são de Pedro Venceslau no CNN 360º.
Rodovalho explicou que aguarda uma “normatização” do STF para saber o que pode e o que não pode fazer durante o aconselhamento espiritual na Papudinha. O bispo já sabe que terá apenas uma hora semanal com Bolsonaro, mas quer saber se poderá levar instrumentos musicais para acompanhar a leitura de trechos da Bíblia.
Relação com Bolsonaro e expectativas para o atendimento
O religioso contou que mantém uma relação antiga com Bolsonaro e esteve com ele em dezembro do ano passado. Na ocasião, Rodovalho percebeu que o ex-presidente estava com dificuldades para se comunicar devido às crises de soluço. Ele espera que o aconselhamento espiritual ajude Bolsonaro a recuperar totalmente sua fala e cognição.
Rodovalho é próximo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e atua como uma liderança que articula apoios de diversas agremiações evangélicas em torno de candidatos da direita. Durante a entrevista, o bispo também comentou sobre o cenário eleitoral de 2026.
Cenário político para 2026
Questionado sobre suas expectativas eleitorais, Rodovalho afirmou que ainda acredita numa chapa única da direita para a disputa presidencial de 2026, apesar da atual pulverização de candidaturas, como as de Ratinho Júnior, Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado.
Para o bispo, a chapa mais competitiva e que ele classificou como “imbatível” seria formada por Tarcísio Gomes de Freitas como candidato a presidente e Michelle Bolsonaro como vice. Ele disse que pretende conversar com Flávio Bolsonaro sobre o assunto assim que possível, já que o senador está organizando uma viagem ao Oriente Médio que deve terminar apenas em fevereiro.
Rodovalho também mencionou que continuará articulando com outras lideranças religiosas, destacando que há uma ofensiva do campo governista para tentar dividir o eleitorado evangélico, que representa mais de 30% do total de eleitores brasileiros.


