Parece ficção científica, mas é real: Stanford cria pele artificial que muda de forma e cor sozinha

A ciência acaba de dar um passo gigantesco em direção à criação de tecnologias que parecem saídas de filmes de ficção científica. Pesquisadores da Universidade Stanford desenvolveram um material nanofotônico inovador capaz de alterar sua cor, textura e topografia instantaneamente. A descoberta, curiosamente, aconteceu de forma acidental durante testes com nanoestruturas de polímeros.
O material é uma meta-superfície baseada em um polímero já utilizado em painéis solares. Os cientistas perceberam que, ao entrar em contato com a água, o material incha de forma controlada, alterando sua aparência. Para retornar ao estado original, basta expô-lo a um solvente à base de álcool.
O “camaleão” da engenharia de materiais
Este é o primeiro polímero do mundo capaz de modificar tanto a cor quanto a rugosidade da superfície sob comando. O comportamento mimetiza perfeitamente a pele de cefalópodes, como o polvo, que ajustam sua aparência para camuflagem ou comunicação.
- Descoberta por acaso: usando litografia por feixe de elétrons (técnica comum em semicondutores), os engenheiros notaram que o feixe alterava a forma como o polímero absorvia líquidos, permitindo um controle microscópico da topografia.
- Realismo visual: o material consegue criar efeitos de brilho e fosco que superam o realismo das telas de smartphones atuais, pois ele manipula a luz fisicamente através de suas nanoestruturas, em vez de apenas emitir luz por pixels.
Robôs com pele e IA
Embora a tecnologia tenha potencial para displays, os pesquisadores de Stanford miram horizontes mais ambiciosos. O objetivo é aplicar esse material em áreas onde a interação física e visual é crucial:
- Criar robôs que podem “sentir” o ambiente e mudar sua textura superficial para melhorar o toque ou a proteção.
- O desenvolvimento de superfícies que se adaptam perfeitamente ao ambiente.
- A equipe já explora o uso de redes neurais para que o material analise o cenário ao redor e se module automaticamente em tempo real, sem interferência humana.
Essa “pele polimérica” representa uma nova era para os dispositivos vestíveis e para a bioengenharia, onde os objetos não serão mais estáticos, mas organismos tecnológicos capazes de reagir e se transformar conforme a necessidade.
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A notícia
Parece ficção científica, mas é real: Stanford cria pele artificial que muda de forma e cor sozinha
foi publicada originalmente
Xataka Brasil
por
Vika Rosa
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