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Monstro de desempenho: o realme GT 8 Pro é o topo de linha que você esperava?

Monstro de desempenho: o realme GT 8 Pro é o topo de linha que você esperava?

Usar o realme GT 8 Pro por alguns dias deixa uma sensação curiosa: ele é daqueles aparelhos que fazem questão de te lembrar, o tempo todo, que você está com um topo de linha nas mãos — mas sem cair naquela arrogância típica de celulares que parecem feitos só para dizer que tem um monte de números enormes ali dentro. Aqui, a proposta é potência com personalidade, e isso fica claro desde o primeiro contato.

A unidade testada, com 16 GB de RAM e 512 GB de armazenamento, já entrega de cara uma fluidez absurda. O Snapdragon 8 Elite Gen 5 é, sem exagero, um dos chips mais rápidos já colocados em um Android. Abrir apps pesados, alternar entre jogos, câmera e multitarefa intensa é algo que acontece sem qualquer engasgo. Em uso cotidiano, o desempenho é tão alto que você raramente chega perto do limite do aparelho. Tudo responde rápido demais — e isso vale tanto para tarefas simples quanto para uso mais agressivo.

A tela ajuda muito nessa percepção. O painel AMOLED de 6,79 polegadas, com resolução 2K, taxa de 144 Hz e brilho que chega a níveis incríveis, é simplesmente espetacular. Usar o GT 8 Pro ao ar livre não é um desafio, mesmo sob sol forte. As bordas são finíssimas, o aproveitamento frontal é excelente e o conjunto passa uma sensação de produto extremamente refinado. 

Crédito de imagem: Xataka Brasil

Especificações do realme GT 8 Pro

O design é outro ponto onde a realme claramente quis se diferenciar. O acabamento traseiro, seja na versão com couro ecológico (que foi a testada), foge do comum e entrega uma pegada premium de verdade. Há textura, há identidade, há personalidade. Some isso à certificação IP68/IP69 — que garante resistência até a jatos de água de alta pressão — e você tem um aparelho que passa segurança no uso diário. O detalhe das tampas intercambiáveis do módulo de câmera é quase um mimo nerd, mas funciona: é algo simples, diferente e que ajuda a criar vínculo com o produto. E sim, a capinha já inclusa na caixa continua sendo um agrado raro em flagships atuais. Além dessa, também há uma versão onde a traseira é com fibra reforçada.

Falando em ergonomia, vale destacar o leitor de digitais ultrassônico sob a tela. Ele fica exatamente onde deveria estar. Em um celular grande, isso faz toda a diferença. Não exige contorcionismo, funciona rápido e com precisão, e vira algo natural depois de poucos minutos de uso. Outro bom ponto de destaque é a qualidade dos falantes estéreo, que garantem boa qualidade de áudio — sem muito baixo, mas ok para um celular.

Crédito de imagem: Xataka Brasil

Diferentes níveis de zoom do GT 8 Pro.

A bateria de 7.000 mAh é outro destaque difícil de ignorar. É tranquilamente um aparelho para um dia inteiro pesado — e, dependendo do uso, até mais. E quando acaba, o carregamento de 120 W muda completamente a relação com tomada. Quinze minutos para chegar a 50% é algo que impacta o dia a dia de verdade. O carregamento sem fio de 50 W não é só marketing: é rápido o suficiente para ser útil, não apenas conveniente. O carregamento rápido pode afetar a vida útil da bateria? Não utilizamos por tanto tempo assim, mas a quantidade de carga deve se manter por um bom tempo.

No conjunto de câmeras, a parceria com a Ricoh GR não é apenas um adesivo bonito. As fotos, especialmente em modo padrão e nos perfis inspirados na linha GR, são excelentes. Há ótimo alcance dinâmico, cores agradáveis e um foco rápido que favorece muito a fotografia de rua. A câmera teleobjetiva de 200 MP impressiona mais pela versatilidade do que pelos números, enquanto a principal é consistente em praticamente qualquer cenário. O vídeo também agrada, com gravações em até 4K a 120 fps e suporte a Dolby Vision. No geral, seja para foto ou vídeo, você não precisa ficar na grade para garantir boas imagens de um show, por exemplo.

Crédito de imagem: Xataka Brasil

A câmera pode demorar para focar…

Nem tudo, porém, é perfeito. Em sessões prolongadas de jogos pesados, o GT 8 Pro sofre com throttling perceptível de GPU. Não é algo que estrague a experiência casual, mas quem joga por longos períodos vai notar queda de desempenho. A boa notícia é que isso parece muito mais uma decisão conservadora de software do que uma limitação de hardware — algo plenamente ajustável via atualização.

Ainda nas câmeras, a ausência de autofocus na ultrawide e na frontal incomoda em situações específicas, e a estabilização de vídeo pode oscilar mais do que o esperado para um flagship. O processamento padrão de fotos também tende a exagerar um pouco na saturação, embora os modos Ricoh resolvam isso com facilidade.

Crédito de imagem: Xataka Brasil

Porém, garante ótimas cores.

O software traz o pacote quase obrigatório de funções de IA: algumas trabalham muito bem nos bastidores, outras você testa duas vezes e esquece. Não chega a ser um problema exclusivo da realme, mas está lá. O ponto realmente negativo é a quantidade de bloatware instalada, algo que destoa do nível do hardware e poderia ser mais bem controlado.

9.4

Design
9.5
Tela
9.5
Performance
9.5
Camera
9.5
Software
9
Bateria
9.5

Prós

  • Desempenho absurdo
  • Tela incrível
  • Bateria gigantesca
  • Design diferenciado e criativo
  • Ótimo conjunto de câmeras
  • Bom preço

Contras

  • Ele pode ficar um pouco lento depois de um certo tempo jogando
  • Falta de Auto Foco em algumas lentes pode atrapalhar
  • Bloatware

O realme GT 8 Pro é facilmente um dos melhores Android disponíveis hoje. Ele erra pouco, acerta muito e entrega uma combinação rara de potência, bateria absurda, design diferenciado e câmeras acima da média. Com o preço no Brasil, cerca de R$ 7 mil, ele se torna uma recomendação quase automática para quem quer um topo de linha que simplesmente funcione, sem drama, sem dor de cabeça e com sobra de desempenho para os próximos anos — com pelo menos mais quatro grandes atualizações de sistema garantidas.

Créditos de imagens: realme, Xataka Brasil


A notícia

Monstro de desempenho: o realme GT 8 Pro é o topo de linha que você esperava?

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Xataka Brasil

por
João Paes

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