Robô testa seis gerações de iPhones e diz se chegou a hora de trocar o seu

Todo mês de setembro, a Apple nos mostra a incrível engenharia por trás de seus novos processadores. Os chips da série A são, sem dúvida, obras-primas do silício que superam seus próprios limites ano após ano. Mas a principal pergunta após as apresentações não é sobre a pontuação alcançada nos testes, mas sim uma muito mais prática: vou notar essa diferença no meu dia a dia?
Para responder a essa pergunta, o canal PhoneBuff realizou seu teste mais ambicioso até hoje. Eles colocaram as últimas seis gerações do smartphone da Apple em competição – do iPhone 12 Pro ao novo iPhone 17 Pro –, usando um braço robótico para eliminar o fator humano e garantir que todos os dispositivos executassem exatamente as mesmas tarefas sob as mesmas condições. Os resultados são muito reveladores, não apenas pela velocidade impressionante, mas também pelo que nos dizem sobre a longevidade desses dispositivos.
Metodologia: robôs, condições idênticas e duas rodadas
O teste do PhoneBuff não deixa espaço para subjetividade. Todos os iPhones rodavam o iOS 26, com telas calibradas para 200 nits e brilho automático desativado. Além disso, estavam à mesma distância do ponto de acesso Wi-Fi para garantir condições iguais de conectividade. A bateria de testes abrange desde tarefas cotidianas (escanear códigos QR, abrir aplicativos do Office) até tarefas intensas como edição de fotos e vídeos, além de jogos com gráficos exigentes.
Mas o mais interessante vem na segunda rodada: o “teste de resistência”, onde todos os testes são repetidos sem dar tempo para os telefones esfriarem. Isso permite observar como eles se comportam sob estresse térmico e como gerenciam a RAM quando precisam manter vários aplicativos abertos simultaneamente.
Tarefas cotidianas: iPhone 12 se sai bem
A primeira surpresa do teste é o bom desempenho do iPhone 12 em cenários básicos. Ao escanear um código QR, todos os seis modelos concluíram a tarefa em cerca de 8 segundos, sem diferenças significativas. O mesmo aconteceu ao abrir o Facebook, o Starbucks ou ao carregar um documento de 500 páginas no Microsoft Word: a diferença entre o mais rápido (iPhone 17) e o mais lento (iPhone 12) foi de apenas um segundo.
Mesmo no Excel, ao carregar uma planilha com 5 mil linhas, as diferenças foram mínimas. Isso demonstra que, para tarefas leves, a otimização da Apple é brutal e um processador de cinco anos ainda se mostra ágil.
| TAREFA | IPHONE 12 PRO | IPHONE 17 PRO | DIFERENÇA |
|---|---|---|---|
| Escanear código QR | ~8 segundos | ~8 segundos | Empate |
| abrir Word (500 páginas) | ~8 segundos | ~7 segundos | 1 segundo |
| abrir Facebook | ~5 segundos | ~4 segundos | 1 segundo |
Fotografia: aqui a diferença começa a aparecer
O primeiro ponto de diferença surgiu nos testes de câmera. No modo retrato, ao tirar 10 fotos em sequência o mais rápido possível (com movimento do modelo e mudanças de iluminação), o iPhone 17 Pro completou a tarefa em 14 segundos. O iPhone 15 e o 16 Pro fizeram em 17 segundos, enquanto o iPhone 13 e o 14 precisaram de 21 segundos. O iPhone 12 Pro fechou a tabela em 23 segundos.
| TAREFA | IPHONE 12 PRO | IPHONE 17 PRO | DIFERENÇA |
|---|---|---|---|
| FOTOS BURST 10 (RETRATO) | 23 segundos | 14 segundos | 9 segundos |
| panorama (velocidade máxima) | 12 segundos | 8 segundos | 4 segundos |
Nove segundos de diferença podem não parecer muito, mas na prática significa poder tirar muito mais fotos no mesmo período, aumentando as chances de conseguir a foto perfeita onde ninguém pisca ou desvia o olhar.
Ainda mais impressionante foi o teste de panorama. O PhoneBuff ajustou a velocidade do braço robótico até encontrar o limite de cada telefone antes de pedir para “diminuir a velocidade”. O iPhone 17 Pro completou um panorama em apenas 8 segundos, mais de quatro vezes mais rápido que o iPhone 12 Pro Max, que levou 12 segundos.
Edição de Conteúdo: diferença geracional
Aqui é onde o teste fica sério. No Photomator, ao aplicar um filtro de redução de ruído a uma foto, o iPhone 17 Pro terminou em 34 segundos, o iPhone 16 precisou de 50 segundos, os iPhones 13, 14 e 15 levaram cerca de um minuto e o iPhone 12 Pro levou um minuto e 14 segundos.
No Adobe Premiere, a diferença foi ainda maior. O teste consistia em remover o fundo de um vídeo de um minuto e exportá-lo. O iPhone 17 fez isso tão rápido que já estava trabalhando na segunda tarefa enquanto os outros continuavam processando a primeira. Curiosamente, o iPhone 15 Pro Max superou o 16 neste teste, e o iPhone 13 teve um desempenho melhor que o 14.
| tarefa | IPHONE 12 pro | IPHONE 17 pro | diferença |
|---|---|---|---|
| photomator (remover ruído) | 1 minuto e 14 segundos | 34 segundos | 40 segundos |
| Adobe premiere (exportação) | 1 minuto e 23 segundos | 46 segundos | 37 segundos |
| Descompacte arquivo de 6GB | 20 segundos | 15 segundos | 5 segundos |
Desafio: quando o calor entra em cena
A segunda rodada, sem pausas, é onde as coisas se complicam. Os telefones precisam gravar um vídeo 4K de um minuto (uma tarefa que aquece bastante o aparelho) e, em seguida, continuar com todos os outros testes sem interrupção.
Em aplicativos leves, o comportamento foi semelhante ao da primeira rodada, mas quando se tratava de jogos e, principalmente, do Photomator, algo familiar para muitos apareceu: o iPhone 15 e o 16 Pro Max sofreram com a limitação térmica e foram superados pelo iPhone 13 e 14 Pro Max. Isso provavelmente está relacionado ao chassi de titânio, que lida com o calor de forma diferente do alumínio ou do aço inoxidável.
O iPhone 17 Pro, no entanto, manteve o ritmo sem dificuldades, completando a primeira volta do teste em 4 minutos e 40 segundos. O iPhone 15 e o 16 terminaram em 5 minutos e 24 segundos, enquanto o iPhone 12 Pro Max precisou de 6 minutos e 53 segundos.
Na segunda rodada, com a RAM no limite, o iPhone 16 Pro Max teve problemas para manter os aplicativos abertos em segundo plano, algo que não aconteceu com o 17 graças aos seus 12 GB de RAM.
Além dos números: a experiência completa
Mas sejamos sinceros: poucos de nós trocamos de iPhone só porque um filtro de foto leva 30 segundos a menos. A experiência do usuário vai muito além do cronômetro.
Se você tem um iPhone 12 e migra para o iPhone 17, a primeira coisa que você notará não é apenas a velocidade de carregamento dos aplicativos, mas também a fluidez. A transição dos 60 Hz do iPhone 12 Pro para os 120 Hz (ProMotion) do iPhone 13 Pro muda completamente a experiência. Tudo se move com suavidade, sem travamentos, e a rolagem responde instantaneamente. Essa sensação não aparece em nenhum teste de velocidade, mas você a sente a cada segundo.
Claro, não há apenas melhorias de desempenho: também existem novos recursos, como a Inteligência Artificial da Apple e melhorias na câmera que vão além da velocidade.
Está na hora de trocar de celular?
Depois de ver o robô em ação, a decisão de compra fica muito mais simples se compararmos o que aconteceu no vídeo com o que sabemos que os novos modelos oferecem. Porque, no fim das contas, não se trata apenas de economizar alguns segundos exportando um vídeo, mas sim de como o telefone se sente na sua mão após tantas horas de uso.
Se você está migrando de um iPhone 12, 13 ou 14
É aqui que a mudança se justifica, não apenas porque os testes mostraram que esses modelos estão começando a ter dificuldades para lidar com aplicativos pesados ou com o gerenciamento de memória, mas também porque você está perdendo o grande salto dos últimos anos: a tela.
Passar dos 60 Hz que você tem agora para os 120 Hz do ProMotion do iPhone 17 muda completamente a experiência, tudo fica mais fluido e suave. Se você adicionar a isso o fato de que as telas agora têm o dobro (ou o triplo) do brilho para uma boa visualização na rua e que você passa a ter câmeras de 48 MP, a renovação serve para compensar todas as limitações de uma só vez.
Se você tem um iPhone 15 ou 16
Se você tem o modelo padrão (não o Pro), seu telefone ainda funciona bem, considerando as configurações atuais. Mas o iPhone 17 não é mais um “modelo básico” para uso diário. Pela primeira vez, a Apple trouxe a tela ProMotion para a linha de entrada. Se você se atrever a trocar, terá aquela fluidez “premium” e um zoom óptico de 2x que melhora muito os retratos. No entanto, se você não usa muito a câmera ou não passa muitas horas com o iPhone na mão, talvez não precise trocar.
Se você tem um iPhone 15 Pro ou 16 Pro
Aqui a situação é um pouco mais complexa. Você ainda tem um celular potente, mas o teste mostrou algo interessante: o aquecimento. Se você é daqueles que usa o iPhone intensamente para editar vídeos, jogar ou gravar, já deve ter percebido que às vezes ele esquenta e diminui o brilho ou o desempenho.
O iPhone 17 Pro resolve esse problema com a nova câmara de vapor, mantendo a potência sem superaquecimento. Se você usa o aparelho intensamente, essa mudança no sistema de resfriamento (e o novo zoom óptico) vale a pena. Se o seu uso for mais moderado, manter o seu iPhone Pro atual ainda é uma ótima opção, pois ele continua oferecendo um desempenho excelente.
No fim das contas, esse tipo de comparação nos deixa com uma impressão muito positiva sobre o trabalho da Apple. O fato de um processador de cinco anos atrás ainda funcionar tão bem é algo que todos nós ganhamos e, com exceção dos recursos exclusivos da Apple Intelligence, um iPhone 12 ainda consegue fazer praticamente as mesmas coisas que o modelo mais recente. Sim, levará alguns segundos a mais para abrir um jogo ou alguns minutos extras para exportar um vídeo, mas funciona.
Testes de velocidade com robôs contam apenas parte da história. O cronômetro nos diz quanto tempo o iPhone leva para tirar uma foto, mas não nos diz a qualidade da foto, nem consegue medir a experiência de usar uma tela de alta qualidade. Portanto, se você está pensando em renovar, tente valorizar o conjunto como um todo e não apenas a potência bruta.
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A notícia
Robô testa seis gerações de iPhones e diz se chegou a hora de trocar o seu
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Xataka Brasil
por
PH Mota
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