A obsessão cega dos CEOs: eles vão dobrar a aposta na IA no ano que vem, mesmo com os números dizendo o contrário


Apesar das incertezas econômicas e dos alertas sobre uma possível “bolha” tecnológica, os líderes das maiores empresas do mundo não parecem dispostos a tirar o pé do acelerador quando o assunto é inteligência artificial. Uma pesquisa recente da consultoria Teneo revela que 68% dos CEOs planejam aumentar seus gastos com IA em 2026, mesmo com um cenário de retorno financeiro ainda nebuloso.
O dado mais curioso é que essa disposição ocorre em um momento de desilusão parcial: menos da metade dos projetos de IA implementados até agora gerou lucro real para as organizações.
Otimismo corporativo vs. realidade financeira
A pesquisa, que ouviu mais de 350 executivos de empresas com faturamento bilionário, mostra que a IA tem tido sucesso em áreas como marketing e atendimento ao cliente. No entanto, setores de “alto risco”, como o jurídico, recursos humanos e segurança, ainda representam um desafio para a tecnologia.
A percepção de lucro varia conforme o tamanho do investidor:
- Investidores institucionais: 53% esperam retorno financeiro nos próximos seis meses.
- Grandes corporações: A maioria acredita que os lucros levarão muito mais de seis meses para aparecer.
- Gigantes do setor: projeções indicam que líderes como a OpenAI podem continuar acumulando prejuízos de centenas de bilhões de dólares nos próximos anos antes de se tornarem sustentáveis.
Impacto no mercado de trabalho e economia global
Ao contrário do temor de que a IA causaria uma demissão em massa, os CEOs entrevistados trazem uma perspectiva mais positiva para o emprego. Cerca de 67% das empresas esperam abrir mais vagas para iniciantes, enquanto 58% preveem crescimento em cargos de liderança sênior.
O investimento em tecnologia parece ser uma estratégia de sobrevivência frente a um cenário macroeconômico preocupante. Apenas 31% dos CEOs de grandes empresas esperam uma melhora na economia global para o início de 2026, citando crises geopolíticas e tarifas comerciais como as principais ameaças.
Ao que tudo indica, a IA é vista não apenas como uma ferramenta de lucro imediato, mas como uma peça fundamental para a competitividade futura das corporações. Mesmo com o prejuízo atual, CEOs de todo o mundo continuam investindo.
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A obsessão cega dos CEOs: eles vão dobrar a aposta na IA no ano que vem, mesmo com os números dizendo o contrário
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Xataka Brasil
por
Vika Rosa
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